Seja alguém que você gostaria de conhecer.

Embora tenhamos uma essência no centro do nosso todo, o todo (e às vezes até nossa essência) pode ser transformado. Ou, ao menos, o todo pode se harmonizar melhor com nossa essência de forma a sermos a expressão dos nossos melhores lados, apesar do mosaico que somos. Precisamos refletir todos os dias, com sinceridade, para que haja em nosso interior uma transformação rumo à melhores valores, melhores expressões, mentes mais tranquilas, pensamentos mais diversos e livres.

No final das contas, se não soubermos exatamente como deveríamos ser, basta pensarmos em quem nós gostaríamos de conhecer. Use isso como parâmetro para se aproximar você mesmo de tais características. O motivo disso é que, dessa forma, você terá uma boa companhia, pois você será sempre sua companhia. O outro motivo é que, sendo alguém que você gostaria de conhecer, você passa a existir com coerência na sociedade, fazendo menos atropelos aos demais. Como e porque isso ocorre?

Quando você pensa, por exemplo, que gostaria de conhecer uma pessoa que tenha bastante paciência e almeja se tornar esse alguém que você gostaria de ser, você se torna também uma pessoa paciente por concordar que há benefícios em ser paciente. Se há benefícios pra você à ponto de querer conhecer alguém assim, então é porque o benefício daquela pessoa chega aos demais também. Se ela não fosse uma pessoa paciente, ela não lhe causaria uma admiração por quem ela é. Então, quando você mesmo passa a replicar aquele padrão idealizado, você admite que é útil pra si e pros outros ter aquela característica. Se você passa a fazer algo útil à si mesmo e aos demais, você evita de atropelá-los. Eventualmente ainda pode incorrer em atropelos inconscientes, mas já não os faz conscientemente, pois não os almeja. Todos saem ganhando.

Transformar-se em alguém que você gostaria de conhecer é, portanto, fazer sentido, ser coerente, dar ao mundo e à si mesmo o que você quer receber do mundo. Se eu gosto de doces, não faz sentido eu defender o fim dos doces. Se eu gosto de liberdade, não faz sentido defender o fim das liberdades. Se eu gosto de cultura, não faz sentido defender o fim da cultura. Precisamos, no final das contas, ser aquilo que admiramos nos outros.

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Continue lendo na íntegra.

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